quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Israel suspende novas construções em colônias judaicas

Construção de casas no assentamento de Havat Gilad, ao sul de Nablus (Cisjordânia). 5 de novermbro de 2013.
Construção de casas no assentamento de Havat Gilad, ao sul de Nablus (Cisjordânia). 5 de novermbro de 2013.
REUTERS/Nir Elias

RFI
Israel recua para evitar o isolamento internacional. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu suspendeu nesta quarta-feira, 13 de novembro de 2013, o projeto de construção recorde de 24 mil novas moradias em áreas palestinas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental anunciado no final de outubro. Na manhã de hoje, um soldado israelense foi morto por um palestino.

O projeto de ampliação de assentamentos judaicos havia gerado indignação do líder palestino, Mahmoud Abbas, que ameaçou abandonar as discussões de paz mediadas há três meses pelos Estados Unidos. O governo americano também havia exigido explicações de Israel.
Recuo israelense
O premiê israelense Benjamin Netanyahu repreendeu o ministro da Habitação, Uri Ariel, de um movimento nacionalista pró-colonização. Netanyahu acusou o ministro de ter publicado a licitação para a construção de 24 mil novas moradias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental sem coordenação prévia.
Em nota oficial publicada hoje, Israel afirma que o projeto de novos assentamentos criou uma confrontação inútil com a comunidade internacional no momento em que o governo israelense luta para obter um melhor acordo em relação ao Irã.
Graças à mediação americana, israelenses e palestinos retomaram no final de julho desse ano negociações de paz para pôr fim ao conflito na região com a criação de dois Estados.
Soldado israelense morto
Um soldado israelense foi esfaqueado nesta quarta-feira por um jovem palestino e morreu. O ataque aconteceu dentro de um ônibus, na rodoviária de Afula, no norte de Israel. O soldado, de 20 anos, recebeu várias facadas, chegou a ser transferido para o hospital da cidade, mas não resistiu.
O agressor palestino, de 16 anos, não tinha autorização para entrar em Israel e foi detido por soldados no ônibus. Ele justificou a agressão dizendo que membros de sua família estão presos em Israel. A polícia israelense considera o ataque um “ato terrorista motivado por considerações nacionalistas”.
 

Atualidades.

Corpo do ex-presidente Jango é exumado

A exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, sepultado em São Borja, no interior gaúcho.
A exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, sepultado em São Borja, no interior gaúcho.
REUTERS/Edson Vara

RFI
O mistério sobre a morte do ex-presidente brasileiro João Goulart, conhecido como Jango, poderá enfim ser desvendado. Nesta quarta-feira, 13 de novembro de 2013, o corpo do ex-presidente está sendo exumado por especialistas brasileiros, do Uruguai e da Argentina, em São Borja, no Rio Grande do Sul para investigar se ele foi envenenado.

A exumação dos restos de João Goulart acontece sob forte esquema de segurança, no cemitério Jardim da Paz de São Borja. Por causa do calor, ela começou muito cedo, às 6h da manhã. Os restos mortais de Jango serão colocados em uma urna que será levada para Brasília.
Além dos 12 peritos e de um observador da Cruz Vermelha, estão presentes familiares do ex-presidente, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. “Este é um momento histórico. Todo país democrático precisa resgatar a verdade”, declarou o ministro da Justiça.
A exumação foi pedida por familiares de Jango e pela Comissão Nacional da Verdade, instalada em 2012 para investigar os crimes cometidos pela ditadura brasileira, entre 1964 e 1985.
João Goulart assassinado?
João Goulart morreu em 1976, quando estava exilado na Argentina depois de ser deposto pelos militares em 1964. Oficialmente, ele sofreu um infarto, mas suspeita-se que o ex-presidente tenha sido envenenado por agentes envolvidos na operação Condor que coordenou a repressão dos regimes ditatoriais do Cone Sul.
A Comissão da Verdade diz que documentos apontam o possível assassinato de João Goulart. Essa tese é baseada principalmente no depoimento de um ex-agente uruguaio, Mario Neira, detido no Brasil por tráfico de armas, em 2008. Segundo Neira, Jango morreu envenenado por agentes uruguaios a serviço do Brasil em sua fazenda, em Mercedes, na Argentina.
Honras de Estado
Amanhã, os restos mortais do ex-presidente serão transportados para Brasília, onde haverá a coleta de amostras para exames. As análises toxicológicas serão realizadas no exterior.
Em Brasília, ex-presidente deposto pelos militares e morto no exílio será recebido com “honras de Estado”, uma homenagem que ele não teve direito há 37 anos. A cerimônia contará com a presença da presidente Dilma Rousseff e dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Obra de Francis Bacon atinge valor recorde em leilão de arte

O tríptico Três estudos de Lucian Freud, de Francis Bacon.O quadro "Três estudos de Lucian Freud", do pintor britânico Francis Bacon, tornou-se a obra de arte mais cara já leiloada no mundo. O quadro foi a leilão ontem, 12 de novembro de 2013, em Nova York e foi arrematado por 142,4 milhões de dólares. O recorde anterior do mercado de arte era a tela “O Grito” de Edvard Munch, vendida a $ 119,9 milhões no ano passado.
O “Três estudos de Lucian Freud” é um tríptico, uma obra formada por três telas sobre o mesmo tema. Ele foi arrematado após seis minutos de intensos lances, na sala e pelo telefone, anunciou a casa de leilões Christie’s que teve o privilegio de organizar essa venda inédita. O tríptico de Francis Bacon, considerado uma obra magistral, foi comprado por uma galeria de Nova York.
A venda foi aplaudida com entusiasmo pelas pessoas que participaram do leilão. “Esse é um momento histórico”, disse o leiloeiro Jussi Pylkkanen. A obra do britânico Francis Bacon (1909/1992) sobre seu amigo e também artista plástico Lucian Freud foi feita em 1969. No tríptico, vemos o neto do fundador da psicanálise sempre sentado, mas pintado em ângulos diferentes. O valor atingido, $ 142,4 milhões, também representa a maior venda individual da temporada.
Recordes sucessivos
A obra de Francis Bacon superou em mais de 20 milhões de dólares o recorde detido até então pelo célebre quadro “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, arrematado em maio de 2012, em Nova York. Antes disso, a obra mais cara em um leilão era um quadro de Picasso, comprado por $106.4 milhões em 2010.
Mas a obra de arte mais cara do mundo foi vendida fora de um leilão. O recorde é detido pela tela “Os jogadores de cartas”, do pintor francês Paul Cézanne. Ela foi comprada em 2011 por $259 milhões por um colecionador do Catar, segundo o jornal Vanity Fair.
Recorde de artista vivo
Durante o leilão de ontem na Christie’s, um outro recorde foi batido. A escultura “Balloon Dog”, um cachorro alaranjado gigante, de Jeff Koons, foi comprada por $ 58.4 milhões de dólares, o maior preço já atingido por uma obra de arte de um artista ainda vivo.

Museu de Artes e Ofícios exibe exposição de oratórios

Peças emblemáticas no cotidiano dos brasileiros, os artefatos representam as raízes da arte e fé do povo brasileiro. Entrada será franca                                                          Chega a Belo Horizonte uma exposição que tem encantado católicos e apreciadores da arte: 'Oratórios – Relíquias do barroco brasileiro, que ficará em cartaz até 6 de janeiro no Museu de Artes e Ofícios, no Centro da capital. A mostra reúne 115 peças, entre oratórios, objetos e imagens sacras dos séculos 17 a 20 pertencentes ao Museu do Oratório, que funciona em Ouro Preto.                                 As peças integram o núcleo dedicado a mostras itinerantes do Museu do Oratório. Curadora da mostra, Ângela Gutierrez explica que se propõe o mesmo percurso oferecido nas visitas ao acervo permanente da instituição ouro-pretana. O roteiro começa com oratórios de viagem – pequenas peças simples, que revelam a fé popular, carregadas na bagagem em deslocamentos em viagens áridas por terras hostis do Brasil colônia.


Em outra etapa do acervo veem-se peças eruditas e elaboradas, comprometidas com estilos de época, mostrando o quanto a religião se fazia presente em contextos abastados. A colecionadora Ângela Gutierrez explica que ali estão trabalhos representativos de cada setor da sociedade que carregam histórias.                                                                                                                          

A importância das artes na Educação Infantil

(*)
Magia, descobertas, aventuras… Este artigo, que enfocará a importância das artes na Educação Infantil, espera contribuir para a aprendizagem e os experimentos e, principal, colaborar com o desenvolvimento físico, social-cognitivo, afetivo e cultural de nossas crianças.
A arte tem sido, tradicionalmente, uma parte importante nos programas da chamada primeira infância. O pedagogo alemão Friedrich Fröebel, considerado o “pai” do jardim de infância, foi o primeiro educador a enfatizar a importância do brinquedo e da atividade lúdica. Ele também disseminou o conceito de que as crianças deveriam criar as próprias expressões artísticas e apreciar a arte criada por outros.
No nosso país, temos a real convicção que a Educação Infantil necessita de mais profissionais que entendam a arte em suas diversas modalidades e variações como o início da escolarização da criança de maneira lúdica, criativa e envolvente, mas, sobretudo, intencional.
Quando trabalhada e estimulada desde a mais tenra idade, as crianças são capazes de na vida adulta tornar-se portadoras dos verdadeiros valores essenciais à vida. Assim, a arte tem a graça de possibilitar o desenvolvimento de atitudes como o senso crítico, a sensibilidade e a criatividade; além, é claro, de proporcionar à criança uma leitura do mundo e de si própria.
A arte e seus elementos estão presentes no dia-a-dia desses “pequenos” como, por exemplo, nas cores e figuras de uma parede, em um quadro, nas ruas, em casa, nos brinquedos, etc. As artes têm o poder de conduzir essas crianças a conhecerem suas limitações, dificuldades e possibilidades de desenvolver, explorar e conhecer suas reais potencialidades.
Cremos firmemente que a educação escolar deve dispor de meios organizados para, respeitando as características de todas as etapas do desenvolvimento infantil, chegar até a criança. Nós, professoras de Educação Infantil, devemos sempre utilizar muito as linguagens da arte no cotidiano da sala de aula e produzir trabalhos utilizando o desenho, a pintura, a modelagem, a colagem, a construção, entre outras, e desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.
Destacamos, para o bom entendimento de todos os leitores, que o trabalho com artes requer uma grande e vigilante atenção no que se refere ao respeito das peculiaridades próprias a cada faixa etária e seu nível de desenvolvimento. Ou seja, significa que o pensamento, a imaginação, a percepção, a intuição a sensibilidade e a cognição da criança devem ser trabalhados de forma integrada e visando favorecer o desenvolvimento das suas capacidades criativas.
Para exemplificarmos o que acabamos de escrever, citaremos e explicaremos apenas duas formas de arte – das inúmeras que existem – que imaginamos ser muito importantes para crianças de 0 a 4 anos de idade: colagem e pintura.
Para fazer colagem, primeiro é preciso trabalhar em duas fases: a coleta, na qual se escolhe o material a ser colado; e, segundo, a composição, na qual se escolhe o lugar apropriado para colar os papeis ou objetos, procurando sempre compor harmonicamente as formas entre si.
Os trabalhos iniciais de pintura devem desenvolver a sensibilização da criança com a tinta e, para isso, podemos dispensar em alguns casos os pinceis e outros instrumentos e usar algumas partes do corpo como, por exemplo, as mãos ou os pés.
Claro que a criação é e será sempre exclusividade única das crianças, mas cabe ao professor “alimentar” esse percurso de forma intencional, oferecendo propostas e experiências variadas e traçando uma rota de construção individual que envolva escolhas, experiências, aprendizagens e relação com os materiais trabalhados.
O desenvolvimento artístico de uma criança jamais pode ser comparado com o de outra; cada uma tem seu tempo, e não cabe a nós, professoras, interferir nessa particular evolução.  Em função de a criança ser constantemente movida por meio de estímulos, devemos oferecer-lhe ferramentas encorajadoras desse processo, mas sem interferência na sua expressão artística.
Dessa forma, se envolvermos a criança num contexto social e conseguirmos organizar as ideias para que esta invente, crie e construa, acreditamos que a linguagem da arte se fará presente na Educação Infantil, ajudando a criança fazer por si só as várias leituras de mundo.
Salientamos que o objetivo da arte na Educação Infantil não é, de modo algum, a formação de futuros artistas; mas, sim, o enriquecimento da criança e seu nível cultural, que a levará a um desenvolvimento no seu todo humano.
Temos em nossa mente que a ausência de uma educação com horizontes artísticos deixa de lado o que proporciona prazer e alegria às crianças; todas as artes ajudam a construir o conhecimento e o saber deste indivíduo em permanente crescimento.
A arte, em todas as suas nuances, é um importante instrumento do desenvolvimento integral das crianças, que, ressaltamos, atingirá também o seu nível cultural e servirá de alicerce para uma vida estudantil plena e realizada.
Nós, educadores, temos sempre que utilizar os recursos disponíveis – e imaginar outros – para que a arte na escola não fique reduzida às atividades de coordenação motora, decorativa e/ou um mero passatempo.
Finalizando este artigo, gostaríamos de ressaltar que as artes fazem parte do cotidiano das crianças, e, quando bem empregadas, auxiliam no seu processo de ensino-aprendizagem. Apoio a práticas pedagógicas e agregar valores à educação são outros pontos que destacamos nesta caminhada educacional para que os nossos “pequenos” se reconheçam como construtores e participantes dos seus próprios saberes e suas próprias aprendizagens tão importantes na formação de cada ser humano.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Artes

O Grafite e a pichação

A Diferença entre os dois

A pichação vem causando polêmica cada vez mais entre a sociedade.

        



 X

Existe uma grande diferença entre grafite e pichação. A diferença é que grafite é considerado uma arte de rua, já a pichação não é considerada uma arte, e sim uma atitude de vandalismo. A pratica de pichar pode levar uma pessoa á cadeia durante muito tempo. A mais recente arma contra a ação dos pichadores é o artigo 65 da lei dos crimes ambientais, número 9.605/98, existente desde 1998 e que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia e pagamento de multa.
 As pessoas que têm o costume de pichar, disputam com outros pichadores para saber quem picha mais alto. Daí os prédios, praças,  edifícios públicos e privados ficam sujos.  Uma solução criativa para evitar a pichação é transformar os muros de edifícios em telas de arte.  Outra solução para acabar de vez com a pichação é levar os pichadores para conhecer a arte. Então é aí que aparece o grafite. 
 Os grafiteiros procuram tirar as pessoas da ´´malandragem´´ e levar pichadores para o caminho da arte.

O rei falou que quando eles começaram  havia estranhado, pois nunca tinha visto uma arte assim tão bonita.O grafite faz tanto sucesso hoje, que até recentemente o rei da Escócia mandou seus filhos contratarem alguém para renovar a pintura do castelo e eles resolveram chamar três grafiteiros brasileiros para fazer a obra-de-arte . 
Também há uma diferença entre a pichação, pois ela não é respeitada por ninguém. E o grafite é respeitado porque trata-se de uma arte muito bela. Porém, mesmo que o grafite seja muito belo, tem gente que não gosta desse tipo de arte.
                                                     
A PICHAÇÃO NA SOCIEDADE ATUAL


   
A pichação, por incrível que pareça, não pode ser tratada como simples caso, pois situa dentro de outros contextos da cidade. Quem é que nunca andou pelas ruas da cidade e nunca se incomodou com os desenhos pichados? 
Os rastros da pichação estão em tudo que se olha na cidade, tudo já virou alvo das latas de tintas e outros materiais usados para pichar. Geralmente, não todas, as pessoas que picham são membros de gangues. E isso acaba contribuindo para a violência nas ruas da cidade.
O movimento dos pichadores é tão grande nas cidades, que o governo está tomando atitude de ceder muros para eles não picharem mais a rua. Afinal, pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio (público, privado) com uma lata de spray ou rolo de tinta.
Diferentemente do grafite, cuja preocupação é a ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos. No geral, consiste em fazer algo que para eles é uma arte e para a sociedade é o ato de vandalismo.

O grafite trata-se de um movimento, organizado nas artes plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como movimentos culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem sempre divulgar essa idéia. 

artes

Dança e concerto da Escola de Cordas no Inhotim


Neste final de semana de feriado, o Inhotim apresenta uma programação cultural recheada de atrações. De 1º a 03 de novembro, acontecem três dias de apresentação do espetáculo de dança Espaçamento, dirigido pelo pesquisador, bailarino e coreógrafo pernambucano Claudio Lacerda. As performances acontecem na sexta e sábado às 15h, e domingo, às 11h, nos jardins do parque.
Também no sábado, 02, a Escola de Cordas do Inhotim se apresenta com a Orquestra Jovem do Sesiminas, às 14h, no Teatro do Centro de Educação e Cultura Burle Marx. A proposta da apresentação é proporcionar o intercâmbio entre as duas orquestras e ainda apresentar ao público os resultados das ações desenvolvidas com os jovens da Escola de Cordas - projeto cultural desenvolvido pelo Inhotim em parceria com a Vale.

Espaçamento - O espetáculo tem duração de 40 minutos é o resultado artístico da pesquisa Trilogia da Arquitetura Desconstrutivista, projeto que dá continuidade à trajetória de experimentação de Cláudio Lacerda/Dança Amorfa e que foi inspirado em obras arquitetônicas da vertente desconstrutivista, que traz uma linha de produção pós-moderna iniciada no fim dos anos 80, caracterizada pela fragmentação, pelo processo de desenho não linear, pelas formas não retilíneas.
Segundo o diretor do espetáculo, Claudio Lacerda, o Espaçamento surgiu com um potencial enorme para dialogar com diversas propostas de espaço cênico – galerias de arte, espaços abertos, sítios históricos, teatros e também para abarcar trilhas sonoras diferenciadas.

Escola de Cordas Inhotim - Desde julho de 2012 o Instituto Inhotim promove a Escola de Cordas, projeto que busca oferecer formação musical para crianças e jovens de Brumadinho e cidades vizinhas, por meio de metodologias que promovem o desenvolvimento artístico e humano. São oferecidas aulas gratuitas de violino, viola, violoncelo e contrabaixo acústico.
Atualmente, o projeto atende cerca de 90 jovens, prioritariamente estudantes da rede pública de ensino, com idades entre 10 e 18 anos. São estudantes das cidades de Brumadinho (sede e zona rural), Bonfim e Mário Campos que participam das aulas práticas dois dias na semana, além de seminários teóricos de leitura de partituras, ritmo e harmonia.
A Escola de Cordas Inhotim tem como objetivos a formação da comunidade, fomentar a prática artística, ampliar o horizonte cultural dos jovens e possibilitar a socialização e integração social, por meio da música e ainda e um ainda a formação de uma Orquestra Sinfônica do Médio Vale do Paraopeba

artes

 O que 'e uma arte figurativa e uma arte abstrata?


Arte figurativa:arte figurativa é representada por pessoas, objetos, paisagens, animais, flores etc. É representada com formas que são reconhecidas para quem visualiza a obra. O artista utiliza as cores da realidade visual, buscando representar a realidade na tela. O Renascimento, o barroco, o realismo, impressionismo e o expressionismo, são exemplos de estilos artísticos onde o figurativo realista é muito forte. 




Arte abstrata: A Arte Abstrata é a arte em que não há representação de imagens do mundo real. É representada através de pintura, escultura, gravura, arte gráfica etc. Nela o artista trabalha muito com conceitos, intuições e sentimentos, provocando nas pessoas, que visualizam a obra, uma série de interpretações. Portanto, na arte abstrata, uma mesma obra de arte pode ser vista, sentida e interpretada de várias formas.




Arte




A arte é uma forma de o ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. A arte pode ser representada através de várias formas, em especial na música, na escultura, na pintura, no cinema, na dança, entre outras.
Após seu surgimento, há milhares de anos, a arte foi evoluindo e ocupando um importantíssimo espaço na sociedade, haja vista que algumas representações da arte são indispensáveis para muitas pessoas nos dias atuais, como, por exemplo, a música, que é capaz de nos deixar felizes quando estamos tristes. Ela funciona como uma distração para certos problemas, um modo de expressar o que sentimos aos diversos grupos da sociedade.
Muitas pessoas dizem não ter interesse pela arte e por movimentos ligados a ela, porém o que elas não imaginam é que a arte não se restringe a pinturas ou esculturas, também pode ser representada por formas mais populares, como a música, o cinema e a dança. Essas formas de arte são praticadas em todo o mundo, em diferentes culturas. Atualmente a arte é dividida em clássica e moderna e qualquer pessoa pode se informar sobre cada uma delas e apreciar a que melhor se encaixar com sua percepção de arte.


Logotipo

Logotipo

A humanidade sempre usou símbolos para se expressar intensamente e individualmente, o orgulho, a fidelidade e a prosperidade. O poder dos símbolos continua fugaz e misterioso – uma simples forma pode engatilhar instantaneamente a lembrança e despertar emoções, seja ela estampada em uma bandeira, lapidada em uma placa de pedra ou exibida no visor de seu telefone celular.
Em um mercado cada vez mais competitivo ser lembrado é fundamental, no entanto isto está se tornando cada vez mais difícil. Uma marca tem que ser forte o bastante para se destacar em um mercado densamente povoado.
logotipo ou apenas logo é uma palavra, desenho ou associação de palavras e desenhos que deve identificar uma empresa. Como o cérebro humano tem grande capacidade de memorizar imagens, este elemento de comunicação visual pode sintetizar uma grande quantidade de características de uma empresa num simples desenho. Assim, o logotipo serve ao marketing do empreendimento.
O logotipo deve ser simples e objetivo. Muito detalhe, efeitos gráficos excessivos e grande quantidade de cores tiram a comunicatividade do logotipo e o torna difícil de ser fielmente reproduzido. Além de encarecer os materiais onde ele estiver sendo usado.
Quando o nome da empresa é representada por uma forma de letra especial e própria, criada para ela, somada ou não a um símbolo gráfico, tem-se um conjunto chamado logomarca.
 O logotipo deve comunicar com precisão a forma como a empresa quer ser percebida pelo mercado.
Um bom logotipo deve ser simples, sem ser, entretanto, simplório. Deve atrair, seduzir e encantar. Precisa permanecer atual mesmo com o passar do tempo. Deve ser memorável. Detalhes excessivos ou efeitos rebuscados com grande quantidade de cores dificultam a reprodução e encarecem os materiais onde ele vier a ser utilizado.
Um bom logotipo deve ainda ser facilmente reproduzido em mídias diferenciadas como papel, plástico, relevo em couro, aplicação em peças de metal fundido, etc. Deve manter-se claro e atraente, tanto colorido como em preto e branco, e ter a capacidade de manter íntegros e legíveis todos os seus elementos, mesmo sofrendo alta redução.
            A cor é um aspecto muito importante de um logotipo. Ela pode ser calmante excitante, sóbria, alegre... depende da ideia que o artista gráfico quer transmitir sobre o produto ou a empresa.

As cores quentes, como o vermelho, o amarelo e o laranja, são excitantes. Elas são as preteridas no caso de produtos que lembram atividade e agitação.


Grafite

Grafite

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.
O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.
O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.

Principais termos e gírias utilizadas nessa arte;

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
 Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
• Tag: é a assinatura de grafiteiro.
• Toy: é o grafiteiro iniciante.
• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.


Taxa de homicídios em todo o Brasil aumentou 7,6% no ano passado

Taxa de homicídios em todo o Brasil aumentou 7,6% no ano passado

Novos números oficiais serão divulgados nesta terça-feira (5).
Brasil teve mais de 50 mil pessoas assassinadas no ano passado.

Novos números oficiais que vão ser divulgados esta semana mostram que os homicídios aumentaram no país. Neste fim de semana, câmeras de segurança registraram mais um assassinato na Rodovia Anchieta, em São Paulo. Só no passado mais de 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. É o maior número registrado em cinco anos.
Vanderlei Pantarotti de Medeiros trabalhava há 27 anos como pintor de automóveis em uma montadora no ABC Paulista. No sábado ele foi levar a sobrinha para almoçar de moto quando foi surpreendido por bandidos.
“No que o meu pai entrou na Anchieta ele levou dois tiros. A gente não sabe o motivo, se tentaram abordar ele antes ou não. A gente fica sem chão, não sabe o que pensar, o que fazer”, afirma.
A câmera de segurança de uma empresa gravou o momento em que a moto bateu na mureta e as vítimas ficaram caídas no acostamento. Primeiro uma moto passa bem rápido, e enquanto Vanderlei bate e cai, outra moto aparece nas imagens. Pode ser a moto dos criminosos.
Uma pessoa levanta rapidamente. É a sobrinha de Vanderlei. Logo em seguida alguns motoristas param para ajudar. Vanderlei morreu na hora e a sobrinha foi atingida na bacia, mas passa bem. Até agora ninguém foi preso.
O estado de São Paulo foi um dos responsáveis pela elevação da taxa de homicídios em todo o Brasil. O índice, que vinha caindo desde 2000, aumentou 14% no ano passado. Em todo o país foram mais de 50 mil assassinatos, um aumento de 7,6% em relação a 2011.
Esses números fazem parte do relatório que vai ser divulgado na terça-feira (05) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A taxa nacional de homicídios ficou em 25,8 mortes por cem mil habitantes. Dentre as cinco regiões, o Norte e o Nordeste lideram o ranking.
O destaque é para Alagoas, com 61,8 casos por cem mil habitantes. Por outro lado, o estado que mais reduziu a taxa de mortes foi o Espírito Santo, que passou de 41,1 para 27,5 assassinatos a cada cem mil habitantes.
O relatório revela também registros de crime contra o patrimônio, e os números são alarmantes. Só em 2012 foram mais de 556 mil casos de roubos a residências, veículos em geral, bancos e comércio.
“A forma de atuação conjunta, seja com uma, duas ou com várias polícias, depende de uma forte articulação entre esferas de governo. Se a gente a tiver envolvendo Ministério Público e Judiciário a gente consegue dar uma resposta mais forte mais intensa e com isso a gente consegue prevenir a criminalidade. Isso é o que acontece em estados que conseguiram reduzir suas taxas”, afirma.
A Secretaria de Segurança do estado disse que havia 23 policiais rodoviários fazendo a segurança da Anchieta. O relatório que vai ser divulgado é elaborado todos os anos com os dados que são enviados pelas secretarias de Segurança Pública dos estados.

 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Atualidades



China mira países ricos e reduz investimentos no Brasil

O apetite da China por recursos naturais continua grande, mas as investidas do país no exterior já não se limitam a projetos ligados à extração e obtenção de matéria-prima que, num passado recente, chegaram a elevar o Brasil ao topo da lista dos países que mais receberam investimentos diretos dos chineses.
No que alguns economistas definem como uma "nova onda", os investimentos chineses no exterior estão mais diversificados, com maior participação de empresas privadas, revelando uma aposta em setores como imobiliário e de tecnologia e foco em países ricos.

De acordo com o levantamento, que só leva em conta investimentos de mais de US$ 100 milhões e não inclui títulos públicos, em 2010 o Brasil foi o principal destino de investimentos diretos chineses, com US$ 13,7 bilhões.Nesse cenário, os investimentos diretos chineses no Brasil, após atingirem seu ponto máximo em 2010, vem sofrendo queda desde então, segundo o levantamento China Global Investment Tracker, do centro de pesquisas Heritage Foundation, em Washington.
Em 2011, o montante caiu para US$ 8,63 bilhões. No ano passado foram US$ 3,37 bilhões e neste ano, até agora, menos de US$ 1 bilhão.
"A concentração de investimentos no Brasil fez parte de um ciclo", disse à BBC Brasil o economista Derek Scissors, especialista em China do American Enterprise Institute e um dos responsáveis pelo levantamento da Heritage Foundation.

Destinos

Scissors lembra que, em 2006, a China concentrava seus investimentos na Austrália. Dois anos depois, o foco era a África Subsaariana, destino substituído pelo Brasil a partir de 2010.
Nos últimos dois anos, observa Scissors, a China tem investido pesadamente nos EUA e no Canadá.
"É um movimento normal, é assim que a China costuma agir. Concentra investimentos em uma região e, passado algum tempo, parte para outra", afirma.
Segundo a Heritage, se somado o total acumulado desde 2005 o Brasil é o quarto principal destino de investimentos da China, com US$ 28,2 bilhões.
O ranking é liderado pela Austrália (US$ 58,2 bilhões), seguida por EUA (US$ 57,6 bilhões) e Canadá (US$ 37,6 bilhões).

Mudança

O economista Claudio Frischtak, consultor do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), observa que até 2010 os investimentos chineses no Brasil foram caracterizados pela concentração em matérias-primas, principalmente petróleo e gás.
Empresas chinesas investiram em projetos de produção agrícola, exploração de petróleo, construção de dutos, iniciativas com o objetivo de expandir e dinamizar o complexo exportador brasileiro.
"A grande mudança após 2010 é a tentativa das empresas chinesas, ainda em curso, de diversificação e basicamente de estabelecer uma plataforma de manufaturas no Brasil", disse à BBC Brasil Frischtak, que é coautor de um relatório do CEBC que analisa os investimentos chineses no Brasil entre 2007 e 2012.
"Mas minha percepção é de que já houve mais entusiasmo das empresas chinesas em relação ao Brasil", afirma.
Frischtak cita reclamações de empresas chinesas sobre problemas como a estrutura tributária complexa do Brasil, carga tributária pesada e restrições à entrada de mão de obra estrangeira.
"Hoje, do ponto de vista de atrair investimento chinês para o Brasil, a bola está muito mais com a gente do que com os chineses", diz Frischtak.
"Está muito mais no sentido de melhorar nosso ambiente de negócios, reduzir custos, melhorar nossa infraestrutura, fazer o país mais atraente como um todo", afirma, lembrando que os problemas também afetam os próprios investidores brasileiros.

Tendências

Segundo o analista Thilo Hanemann, especialista em China do Rhodium Group, a diversificação dos investimentos chineses e o crescente interesse nos EUA estão relacionados às mudanças em curso na economia do país asiático.
"Muitas empresas sofrem pressão para aumentar sua competitividade, melhorar sua tecnologia, expandir para mercados globais e diversificar seus negócios. Tudo isso levou ao atual interesse nas economias desenvolvidas", disse Hanemann à BBC Brasil.
"Apesar disso, ainda há um forte interesse em commodities. Petróleo, gás e agricultura vão continuar sendo parte importante dos investimentos chineses no exterior", observa.
Hanemann diz que as empresas chinesas estão investindo em recursos naturais também nos países desenvolvidos, principalmente EUA, Canadá e Austrália, onde encontram "acesso a esses recursos aliado a um ambiente político estável".
Outra tendência é o interesse no setor manufatureiro e de serviços e em setores que proporcionem segurança e possibilidade de lucros altos. Hanemann cita o crescente interesse dos chineses no setor imobiliário de cidades como Nova York.
"Vamos registrar um novo recorde de investimentos diretos chineses nos EUA neste ano. Até o momento, estamos em US$ 12 bilhões. E é uma tendência que deve continuar, está apenas começando", afirma Hanemann.
Para Scissors, porém, a concentração nos EUA deve durar pouco, assim como os ciclos anteriores. Ele aposta na Europa como próximo destaque nos investimentos chineses. E não descarta um retorno com força ao Brasil, no futuro.
"Não acho que vamos ver um aumento de investimentos chineses no Brasil em 2014 ou 2015. Mas o ciclo vai continuar", diz.
"Acredito que antes do fim da década pode haver um novo salto nos investimentos chineses no Brasil."

QUESTÃO PALETINA

QUESTÃO PALESTINA 
Chama-se de “Questão Palestina” o conflito surgido com a criação do Estado de Israel em 1948 culminando com a 1ª Guerra Árabe-Israelense.
Costuma-se atribuir o termo, também, ao problema dos refugiados palestinos que se viram obrigados a deixar a região quando da criação de Israel, chegando a 900mil na época.
O conflito se deve ao confronto entre duas ideologias nacionalistas: o Sionismo, movimento judeu surgido no século XIX e que prevê a criação de uma pátria judaica, e o nacionalismo árabe que tomou força com a queda do Império Otomano e culminou com a criação da Liga árabe em 1945.
Os judeus, também chamados de israelitas, israelenses ou hebreus, são um povo de origem semita que teriam migrado para a região da palestina ocupando-a por um longo tempo até que uma grave seca os teria forçado a migrar para o Egito. De lá eles retornam por volta do ano 1200a.C no episódio conhecido como “Êxodo” conquistando a região que acreditavam ser-lhes prometida por Deus e subjugando toda a palestina.
Mais tarde, no episódio conhecido como “Cisma” o reino é dividido e são formados os Reinos de Israel ao norte e deJudá ao sul, com capital em Jerusalém. O Cisma enfraquece os dois reinos facilitando o seu domínio pelos Assírios quando os hebreus são levados para a Babilônia – “1ª Diáspora Judaica” ou “Cativeiro da Babilônia”. Anos depois, Ciro, o rei dos Persas, permite que os hebreus voltem à Palestina onde ainda seriam governados pelos Persas, peloImpério Helenístico (Greco-Macedônico), Egito e finalmente pelos Romanos que os expulsam da palestina intensificando o processo de dispersão dos judeus (diáspora).
Os árabes são descendentes de povos nômades que habitavam a Península do Sinai e na verdade constituem uma infinidade de povos e tribos que habitavam o Oriente Próximo e o Oriente Médio. Com a unificação da Arábia surge de fato a identidade do povo árabe e um dos maiores impérios que o mundo já viu. Através da absorção de outras culturas os árabes desenvolvem as artes e as ciências, mas, com o surgimento de outras dinastias e a derrota na Península Ibérica (pelos Francos) o império se enfraquece e declina dando lugar a outros impérios que dominariam por séculos a região. O Império Turco-Otomano foi o último. Após a 1ª Guerra Mundial, ele dá lugar ao colonialismo franco-britânico na região que seria importante na criação de diversos estados nacionais.
Com o surgimento do nazismo na Europa o Sionismo toma força e judeus começam a migrar para a Palestina formando os kibutzim, colônias agrícolas. A princípio o Sionismo é tido como loucura até mesmo entre os judeus, mas, a idéia de reunir todos os judeus dispersos pela Diáspora (processo de dispersão dos judeus iniciado com a conquista da palestina pelos Assírios) acaba conquistando a todos, até que por fim, a ONU proclama a criação do Estado de Israel, em 53% do território da Palestina, e do Estado da Palestina, em 43% do território.
Mas a iniciativa seria logo rechaçada pelos países árabes que declarariam guerra a Israel dando início aos conflitos armados. À 1ª Guerra Árabe-Israelense se seguiriam ainda muitos conflitos: a 2ª Guerra Árabe-Israelense em 1956 ouGuerra de Suez; a Fundação dos grupos terroristas “Al Fatah” e “OLP” – Organização pela Libertação da Palestina em 1959 e 1964 respectivamente; a Guerra dos Seis Dias ou 3ª Guerra Árabe-Israelense em 1967; e a Guerra do Yom Kippur ou 4ª Guerra Árabe-Israelense em 1973.
Durante todo esse período, Israel ganha apoio dos EUA que haviam emergido como potência mundial desde a 1ª Guerra, enquanto que os Árabes enfrentavam diversos conflitos internos e contavam com o apoio Russo personificado no apoio ao governador egípcio Gamal Abdel Nasser, ícone do nacionalismo árabe.
Contudo, após a Intifada, movimento de revolta dos palestinos nos territórios ocupados pelos israelenses – de 1987 a 1993 – e por causa da pressão internacional e da OLP, Israel propõe um acordo de paz que leva a um reconhecimento mútuo e a assinatura de um acordo em 1994 onde Israel reconhece a soberania palestina sobre a Faixa de Gaza e Jericó. Mas o assassinato do Primeiro Ministro Israelense Yitzhak Rabin põe fim às negociações iniciando uma onda de ataques terroristas de ambas as partes. Mais tarde as negociações são retomadas, mas sem nenhuma decisão definitiva. Enquanto isso os atentados continuam e milhares de palestinos continuam refugiados em países como a Síriae o Líbano.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Embaixador da Palestina defende diálogo e solução negociada com Israel

Embaixador da Palestina defende diálogo e solução negociada com Israel

Embaixador da Palestina no Brasil há cinco anos, Ibrahim Alzeben diz que seu povo pode conviver com Israel no mesmo território em clima de paz 

A solução para o conflito entre israelenses e palestinos não passa pela religião. É o que defende o embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Durante recente visita ao Ceará, para promover o turismo em países árabes, ele defendeu que, para solucionar o impasse, o caminho é cumprir o que diz o direito internacional, criando o Estado palestino e dando cumprimento às resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) que tratam do tema.

Para romper com o histórico ressentimento e promover a reconciliação entre israelenses e palestinos, ele defende educação e cooperação. Alzeben argumenta que o mesmo território pode servir para uma vida digna para ambos os povos.

 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

O PROBLEMA
A violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Essas formas de violência se inter-relacionam e afetam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice.
Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras nacionais.
As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua capacidade de participar da vida púbica diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade.
A violência contra as mulheres também empobrece as mulheres, suas famílias, suas comunidades e seus países.
A violência contra as mulheres não está confinada a uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade. As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres.
Cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida.
As mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária, de acordo com dados do Banco Mundial.
Violência praticada pelo parceiro íntimo
A forma mais comum de violência experimentada pelas mulheres em todo o mundo é a violência física praticada por um parceiro íntimo, em que as mulheres são surradas, forçadas a manter relações sexuais ou abusadas de outro modo.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado em 11 países constatou que a porcentagem de mulheres submetidas à violência sexual por um parceiro íntimo varia de 6% no Japão a 59% na Etiópia.
Diversas pesquisas mundiais apontam que metade de todas as mulheres vítimas de homicídio é morta pelo marido ou parceiro, atual ou anterior.
  • Na Austrália, no Canadá, em Israel, na África do Sul e nos Estados Unidos, 40% a 70% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas pelos parceiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
  • Na Colômbia, a cada seis dias uma mulher é morta pelo parceiro ou ex-parceiro.
A violência psicológica ou emocional praticada pelos parceiros íntimos também está disseminada.
Violência sexual
Calcula-se que, em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres se tornará uma vítima de estupro ou tentativa de estupro no decorrer da vida.
A prática do matrimônio precoce – uma forma de violência sexual – é comum em todo o mundo, especialmente na África e no Sul da Ásia. As meninas são muitas vezes forçadas a se casar e a manter relações sexuais, o que acarreta riscos para a saúde, inclusive a exposição ao HIV/AIDS e a limitação da frequência à escola.
Um dos efeitos do abuso sexual é a fístula traumática ginecológica: uma lesão resultante do rompimento severo dos tecidos vaginais, deixando a mulher incontinente e indesejável socialmente.
Violência sexual em conflitos
A violência sexual em conflitos é uma grave atrocidade atual que afeta milhões de pessoas, principalmente mulheres e meninas.
Trata-se, com frequência, de uma estratégia deliberada empregada em larga escala por grupos armados a fim de humilhar os oponentes, aterrorizar as pessoas e destruir as sociedades. Mulheres e meninas também podem ser submetidas à exploração sexual por aqueles que têm a obrigação de protegê-las.
As mulheres, sejam elas avós ou bebês, têm rotineiramente sofrido violento abuso sexual nas mãos de forças militares e rebeldes.
O estupro há muito é usado como tática de guerra, com relatos de violência contra as mulheres durante ou após conflitos armados em todas as zonas de guerra internacionais ou não internacionais.
  • Na República Democrática do Congo, aproximadamente 1.100 estupros são relatados todo mês, com uma média de 36 mulheres e meninas estupradas todos os dias. Acredita-se que mais de 200 mil mulheres tenham sofrido violência sexual nesse país desde o início do conflito armado.
  • O estupro e a violação sexual de mulheres e meninas permeia o conflito na região de Darfur, no Sudão.
  • Entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas durante o genocídio de 1994 em Ruanda.
  • A violência sexual foi um traço característico da guerra civil que durou 14 anos na Libéria.
  • Durante o conflito na Bósnia, no início dos anos 1990, entre 20 mil e 50 mil mulheres foram estupradas.
Violência e HIV/AIDS
A incapacidade de negociar sexo seguro e de recusar o sexo não desejado está intimamente ligada à alta incidência de HIV/AIDS. O sexo não desejado resulta em maior risco de escoriações e sangramento, o que facilita a transmissão do vírus.
Mulheres que são surradas por seus parceiros estão 48% mais propensas à infecção pelo HIV/AIDS.
As mulheres jovens são particularmente vulneráveis ao sexo forçado e cada vez mais são infectadas com o HIV/AIDS. Mais da metade das novas infecções por HIV em todo o mundo ocorrem entre os jovens de 15 a 24 anos, e mais de 60% dos jovens infectados com o vírus nessa faixa etária são mulheres.
Excisão/Mutilação Genital Feminina
A Excisão/Mutilação Genital Feminina (E/MGF) refere-se a vários tipos de operações de mutilação realizadas em mulheres e meninas.
  • Estima-se que mais de 130 milhões de meninas e mulheres que estão vivas hoje foram submetidas à E/MGF, sobretudo na África e em alguns países do Oriente Médio.
  • Estima-se que 2 milhões de meninas por ano estão sob a ameaça de sofrer mutilação genital.
Assassinato por dote
O assassinato por dote é uma prática brutal, na qual a mulher é assassinada pelo marido ou parentes deste porque a família não pode cumprir as exigências do dote — pagamento feito à família do marido quando do casamento, como um presente à nova família da noiva.
Embora os dotes ou pagamentos semelhantes predominem em todo o mundo, os assassinatos por dote ocorrem sobretudo na África do Sul.
“Homicídio em defesa da honra”
Em muitas sociedades, vítimas de estupro, mulheres suspeitas de praticar sexo pré-matrimonial e mulheres acusadas de adultério têm sido assassinadas por seus parentes, porque a violação da castidade da mulher é considerada uma afronta à honra da família.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estima que o número anual mundial do chamado “homicídio em defesa da honra” pode chegar a 5 mil mulheres.
Tráfico de pessoas
Entre 500 mil e 2 milhões de pessoas são traficadas anualmente em situações incluindo prostituição, mão de obra forçada, escravidão ou servidão, segundo estimativas. Mulheres e meninas respondem por cerca de 80% das vítimas detectadas.
Violência durante a gravidez
A violência antes e durante a gravidez tem graves consequências para a saúde da mãe e da criança. Leva a gravidezes de alto risco e problemas relacionado à gravidez, incluindo aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer.
O infanticídio feminino, a seleção pré-natal do sexo e o abandono sistemático das meninas estão disseminados no Sul e Leste Asiáticos, no Norte da África e no Oriente Médio.
Discriminação e violência
Muitas mulheres enfrentam múltiplas formas de discriminação e um risco cada vez maior de violência.
  • No Canadá, mulheres indígenas são cinco vezes mais propensas a morrer como resultado da violência do que as outras mulheres da mesma idade.
  • Na Europa, América do Norte e Austrália, mais da metade das mulheres portadoras de deficiência sofreram abuso físico, em comparação a um terço das mulheres sem deficiência.
  • A violência contra as mulheres detidas pela polícia é comum e inclui violência sexual, vigilância inadequada, revistas com desnudamento realizadas por homens e exigência de atos sexuais em troca de privilégios ou necessidades básicas.
CUSTOS E CONSEQUÊNCIAS
Os custos da violência contra as mulheres são extremamente altos. Compreendem os custos diretos de serviços para o tratamento e apoio às mulheres vítimas de abuso e seus filhos, e para levar os culpados à justiça.
Os custos indiretos incluem a perda de emprego e de produtividade, além dos custos em termos de dor e sofrimento humano.
  • O custo da violência doméstica entre casais, somente nos Estados Unidos, ultrapassa os 5,8 bilhões de dólares por ano: 4,1 bilhões de dólares em serviços médicos e cuidados de saúde, enquanto a perda de produtividade totaliza quase 1,8 milhão de dólares.
  • Um estudo realizado em 2004 no Reino Unido estimou que os custos totais, diretos e indiretos, da violência doméstica, incluindo a dor e o sofrimento, chegam a 23 bilhões de libras por ano, ou 440 libras por pessoa.